meio-dia. há um silencio. não de paz, mas silencio de medo, medo de sair, medo de chegar, medo de falar. Neste ar só se ouve a voz do silencio ecoando pelas ruas vazias e desertas que o céu ficaria iluminado por pequenos sois que sai pelas frestas de ferros enferrujados para brilhar em frações de segundo fazendo um sentido da faculdade humana se encher de prazer e contentamento.
Meio-dia hora de almoçar onde as ruas se alimentam de pessoas que vão e vem, melhor se fossem priguiçosas e não saissem de casa, melhor se fossem videntes talvez todos nos samos sem saber.
o meu céu não precisa do silêncio do medo, precisa do silencio das pessoas.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
ausencia
11:05
TIAGO RIZZOLLI



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