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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A Experiência da Vida


Estar com Deus é uma experiência de vida. É sair do estado natural do silêncio do mundo, é sair para a realidade. O mundo real acontece quando a descoberta acontece. Descobrir é silenciar o modo hostíl de viver, é buscar a definição da vida. Quando conseguimos dominar os nossos ímpulsos conquistamos uma oportunidade clara de estar aos pés de Cristo. Quando renúnciamos nossos planos e projetos e adotamos os de Deus, passamos pelo processo de adaptação a uma qualidade de vida que, não obstante, dinheiro no mundo não conseguiria nos dar. Qualidade de vida não diz respeito somente ao conforto. Todo produto passa pelo processo da prova. Tudo o que tem qualidade é provado e de fato o pode ser, pois é um produto resistente, nós servos de Deus devemos adquirir resistência para conseguirmos passar pela prova do mundo. Ser aprovado significa ter qualidade para a vida eterna. A eternidade é a qualidade maior que podemos ter ao longo de nossa jornada nessa terra. Jesus sempre se aperfeiçoou em todas as aréas de sua vida, sempre teve algo de bom para os irmãos. Todo o conjunto de idéias que busca o bem comum, é uma alavancagem para a perfeição, pois quando pensamos no próximo pensamos também em nós e em Deus. Quando demonstramos amor a quem está ao nosso lado também demonstramos o amor para com Deus. Essa experiência do Amor é a maior experiência que existe. Quando pensamos no bem comum temos a nossa disposição o alvo que é Cristo. O Todo poderoso está sempre a nossa disposição para guardar e fazer-nos mais que vencedores. Uma das maiores lições que Jesus ensinou foi amar incondicionalmente. Pensar na sociedade é amar quem eu não conheço, é amar o bem.


Quero sempre este amor incondicional em mim, para que eu também possa distribuir esse amor incondicional. Quero sempre estar ao lado de alguém que eu possa ajudar e que possa me ajudar, quero ter a experiência do Amor. Quero sempre viver a experiência do Eterno.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Administrando as Mudanças da Vida



Queria ver o meu passado sendo projetado no futuro para fazer algumas adaptações. Sempre penso que uma atitude diferente no passado poderia modificar o futuro. Sou um mutante, alguém que quer evoluir. O desenvolvimento deve fazer parte de minha história, não conseguiria viver com um pensamento pequeno por longos anos. Sei que viver é um aprendizado que requer disciplina. Disciplina faz a vida funcionar. Viver é ter liberdade, e isso acontece quando mudamos, só não muda quem está preso a algo, quem é escravo, mas quem é livre tem planos e segue o caminho antes planejado. O meu futuro vai melhorar se eu planejá-lo agora no presente. Tenho o passado em grande estima por que os erros cometidos dificilmente irão voltar a repetir, e se repetir sei que mesmo assim tenho um segundo plano de melhora.
Queria ser diferente todos os dias. Ter o prazer da vida. Planos e projetos executados, mas os planos também não são perfeitos e sofrem mutações, é o dever dele ser modificado. A arte da mudança é a arte de administrar, quem sofre a transição sabe administrar as emoções e sua situação. Quero ser assim um administrador em constante mutação, pois só mudando que posso contribuir para que todos os meus amigos evoluam.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Solucionar a vida


Era quatro horas da tarde, o céu recebia grandes massas de nuvens negras. O vapor súbia do asfalto quente da avenida Jeronimo Monteiro, umas gotas de água descia de um céu escurecido e se misturava com o suor que dominava todos os poros do meu rosto. As pessoas corriam tentando se salvar do ataque da chuva. Os pés pisavam no meu, parecia que o asfalto tinha aumentado e a calçada diminuido. Andava lentamente ao ponto de onibus. Estava sem proteção contra a chuva, porém estava bem protegido contra os ataques dos humanos. O ponto não tinha proteção, esperava pelo coletivo sendo atacado por sentenas de desparos das nuvens que insistiam em me acompanhar, não atava-as, também não me defendia, era indiferente para mim. Aos poucos vi o meu corpo ser totalmente dominado por pequenas particulas.

Aos poucos vi as pisadas recebidas abrindo feridas. Aos poucos presenciei o desenrolar de pequenos acontecimentos se transformarem em gigantescos problemas.

A vida do homem é assim. Tentamos em certas situações ficarmos indiferentes a determinados problemas, porem com o tempo, os pequenos problemas se acumulam em nossas vidas e se torna um poderoso gigante que nos mesmos criamos. Os problemas existem para serem solucionados, não para serem assistidos. O problema deve sempre ter uma solução. O motivo da existência da solução é o problema, se este não tivesse sentido de igual modo não haveria sentido a palavra solução. O seu modo de viver hoje pode ser um problema, porém você deve fazer os eu modo de viver o amanhã uma solução. Achar o sentido da vida é achar a solução dos problemas que a vida nos trás.

A vida só tem sentido, quando temos disposição de vivê-la. Viver é criar. Toda criação é uma solução para um determinado problema. Se criamos alguma coisa é porque outrora tinhamos um problema. Então viver é criar. Quem passa a vida sem criar alguma coisa conseqüêntemente não viveu.

Ser criativo é saber viver. Saber viver é ter disposição para desbravar os caminhos obscuro da solução. Desvendar a solução é ser criativo.

A vida é um ciclo. O ciclo forma a vida. A vida é solução. O ciclo um problema que você deve descobri a solução. Descubra o segredo para sua vida.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A BUSCA DA FELICIDADE


Se perguntassem se quero ser feliz, certamente responderia que sim, porém se perguntassem o que é felicidade a resposta não seria tão simples.
E você que lê este artigo, como definiria a felicidade? Talvez você me responda tentando materializar a felicidade, entretanto a felicidade é um estado de espírito, sendo assim não está relacionada ao corpo. Muitos pensam que ser feliz é ter saúde, dinheiro, status, sucesso, poder; associam as coisas visíveis. As pessoas que pensam de tal modo vivem no mundo da ilusão, construído pelos próprios pensamentos e conceitos. Talvez o insucesso que temos nessa constante busca, seja querer encontrar a felicidade dentro de nós mesmo. Se estamos a preocura de felicidade devemos busca-lá fora de nós. Por que insistimos em encontra-lá dentro de nós?
quando entendemos que a felicidade não está em nossa própria criação, buscamos-á em um outro criador. Agora a busca é externa que caminha para o interior do outro. Essa busca faz com que idealizemos caminhos e tracemos objetivos para alcança-lá, nesse planejamento acabamos de dar meia volta e nos ver dentro de nosso proprio ego. Ao enchegar que andamos em circulo nos decepcionamos e em um estado de desilusão, criamos um conceito próprio, acreditamos que ninguém pode nos fazer feliz, entretando se alcançarmos o poder, dinheiro, sucesso alcançaremos a felicidade e é apartir desta crença que materializamos a felicidade.
Com o passar do tempo descobrimos que mais uma vez estavamos errados, sofremos uma pequena decepção. Descobrimos que o dinheiro, poder e status não trazem felicidade, contudo abastece a felicidade. Nesse caso a matéria seria um combustivel que constantemente teria que encher o ser humano para alcançar o estado feliz. O homem nesse caso teria sempre que prover bens para alimentar sua felicidade, a felicidade nesse caso agiria como um fogo que precisa de lenha para continuar acesa. A cabando a lenha, ou seja os bens materiais, o fogo apagaria, nesse caso a felicidade acabaria.
Passamos a entender que a felicidade sempre caminha rumo ao infinito e que se quisermos alcança-la precisamos de termos combustível, por igual modo infinito e sempre estamos em uma constante busca pelo material. Neste caso, ser feliz é sempre ter condições de ter. Ou seja, para ser é priciso primeiramente ter. Ao alcançar este estágio o homem se encontra bem distante dele mesmo, de sua personalidade, raízes e talvez de sua propria vida.
O verbo ser está relacionado com a alma. É por isso que nos chamamos de ser humano. O SER é a parte invisível, o HUMANO é a parte visível, ou seja a matéria.
quando o homem está alienado e fora de si, ele não ver o SER no outro, encherga apenas a possibilidade de posse, de alguma forma uma pessoa que está longe de si, só se relaciona com o outro por algum interesse. Existem pessoas que passam a maior parte de sua vida buscando a felicidade e pensam que são felizes. Mas por que isso acontece? Por que felicidade não é objeto para nos apossarmos dela. Felicidade é um estado de espirito. Por isso não se tem felicidade mas se é feliz. O segredo é ser feliz, e não como muitos pensam que é ter felicidade. Então ter felicidade não é ser feliz. Seja feliz e jogue aquela velha felicidade de posse fora. Pare de querer possuir a felicidade e deixe que a felicidade te possua.
Pare de ter felicidade, a felicidade é o não ter. A felicidade é finalmente a pobreza. A felicidade é o SER feliz e ser feliz é doar-se.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

A BELEZA MERECE VIVER



A beleza puramente estética é uma noção do Ocidente. Ela não está presente no Oriente. Pode ser que o Ocidente esteja completamente errado, e que não exista algo belo por meio de uma avaliação “sem conceito”, como queria Kant na sua defesa da autonomia do juízo estético. E talvez seja impossível falar em beleza de modo isolado da noção de “experiência estética” – a maneira pela qual apreciamos os dotes estéticos de algo –, e muito menos imaginar tal “experiência” desligada de elementos da esfera ética e moral. Todavia, às vezes uma frase solta no ar nos dá a entender que há algum tipo de asa no juízo estético. O juízo estético, por mais amarrado ao mundo, parece poder se despregar dele, dar uma grande volta no céu e, então, voltar a ele como que uma seta ferina arremessada em tempos de paz.

De um modo até mais pragmático do que Dewey e Rorty, penso que o não pragmatista Arthur Coleman Danto foi quem contribuiu decisivamente para essa idéia contemporânea de que a “experiência estética” de cada um de nós está sobrecarregada de elementos simbólicos que a inflacionam com a moeda da avaliação moral. Todavia, não no sentido de dizer que teríamos de aceitar a redução da estética à moral, mas, ao contrário, no sentido de mostrar como que, às vezes, avaliações estéticas adentram no campo ético-moral, político e histórico de modo tão inusitado que, então, revelam o quanto a estética é um campo autônomo e distinto. Isto é, o juízo estético não aparece como autônomo, como em Kant, mas aparece de modo tão intempestivo e desterritorializado no âmbito do campo das esferas que não são as da estética que, então, pelo contraste e pelo inusitado, nos dão a sensação de que realmente há algo mais ou menos como o belo “sem conceito”. E eis que, sem saber, esse juízo estético muda o campo no qual entrou meio que abestalhado, e então se retira para sempre, deixando uma marca profunda naquele campo, uma alteração às vezes eterna na disposição dos móveis da casa estranha. Muito mais tarde, talvez ninguém venha a ficar sabendo o que realmente provocou a mudança notada naquela casa.

Danto nos ensinou a observar a história da arte segundo um prisma interessante e atual. Hegel estaria correto, ao menos até um momento, na sua insistência de que a arte teria sua auto-consciência dada pela filosofia. A obra de arte seria algo a ser apreciado e, ao mesmo tempo, uma forma de consciência do mundo o seu redor. Todavia, para uma visão sobre si mesma e sobre seus críticos, ou seja, para a autoconsciência, ela teria de recorrer à filosofia. Mas, a partir de um determinado momento, essa visão hegeliana teria deixado de valer. Pois a obra de arte teria então passado, ela própria, sem recorrer à filosofia e sem querer fazer o papel de meta-arte, a mostrar uma espécie de auto-consciência. Os trabalhos de Duchamp e de Warhol, para Danto, teriam indicado esse momento de “fim da arte” ou “fim da história (hegeliana) da arte”. Eles apresentaram obras de arte que deslocaram para um terreno completamente novo e desconhecido a própria noção do que é e do que não é arte, e chegaram mesmo a deixar todos sem resposta para a pergunta “o que é arte?”.

Imagino que isso que Danto determinou como o “a arte após o fim da (história) da arte” é uma peça de uma história que, do meu ponto de vista, pode acolher mais um capítulo: a valorização de expressões ou frases do âmbito da estética como elementos com algum poder no âmbito da ética, todavia, única e exclusivamente por causa de permanecerem como expressões estéticas. E é isso que está implícito no sucesso (ao menos de mídia) da frase sobre Bilawal Bhutto. Eu explico.

Bilawal Bhutto é o filho de Benazir Butto, a líder paquistanesa de centro-esquerda assassinada em atentado terrorista no final do ano (2007). No “Facebook” (um “Orkut” apreciado por não brasileiros) surgiu uma comunidade com o slogan: “não matem Bilawal Bhutto, ele é tão gatinho” (Estadão, 01/01/08). A linguagem que segue a frase é feita no estilo “patricinha-online”: “não vamos assassinar Bilawal Bhutto, pois ele é muito gato, ok?”. E eis que a comunidade cresce com fãs e mais fãs. As brasileiras entre 11 e 21 anos podem, talvez, não aderir, pois realmente não sei se o tipo “macho jovem paquistanês” é o ideal de beleza masculina aqui. Talvez seja. Mas, nos Estados Unidos, os paquistaneses emplacam com facilidade. E o número de paquistaneses vivendo na América e buscando cidadania não é pequeno. Na minha avaliação, Benazir Bhutto era uma mulher linda. Foi uma jovem bonita e se transformou numa mulher de cinqüenta anos que sabia usar a maquiagem como ninguém, na associação com o véu e as roupas de seu país. O filho puxou a mãe (e também o pai).

Os cientistas políticos que não leram filosofia podem simplesmente desprezar essas frases das Benazir Bhutto no dia do seu casamentofãs (ou dos fãs) online. E os que leram filosofia carcomida também. Mas os que leram com olhos criativos, saberão que essa frase está na jogada do vocabulário que determinará a sorte do jovem de 19 anos, que está sendo educado no Ocidente, e que, como a mãe (educada em Harvard), comunga valores liberais. Os nossos tempos são tempos em que a frase “não matem Bilawal Bhutto, ele é tão gatinho” pode muito bem ser lida como “a beleza merece viver”. Para muitos é assim que ela vai soar. É uma frase que dá ao jovem Bhutto uma proteção extra-política, extra-moral – quase que divina. Sendo bonito, sua morte acarreta em crime que extrapola o círculo daqueles que pensam politicamente. E, em determinados momentos, o que vale é a força política dos que não pensam politicamente.

Não estou dizendo que Bilawal vai ser um grande líder por ser bonito. Ninguém tem a menor idéia do que ele pode ou não pode fazer. É jovem demais, não queria largar os estudos para assumir a vida política agora e, enfim, a situação de seu país não é fácil. Todavia, tudo isso não importa aqui. Minha observação caminha em outro sentido. O que quero mostrar é que a frase puramente estética e aparentemente tola pode ser “um raio em céu azul”. E o raio em céu azul é apenas uma segunda versão da imagem que usei acima, a da seta ferina solta em tempos de paz.

Assim, se terroristas matarem Bhutto amanhã (“toc toc” na madeira), ele, sem ter feito absolutamente nada na política, irá contar com aquilo que a Princesa Diana contou, ainda que, no caso dela, a participação social já tivesse sido demarcada. Ele vai contar com a beleza. “Ele é um gato” – e pronto. E a advertência das garotas (e garotos) é clara, nada ridícula, ainda que, para nossos ouvidos velhos possa soar ridícula: “não vamos assassinar Bilawal Bhutto, pois ele é muito gato, ok?”. Essa linguagem inocente, e com o “ok” no final, quase que em diálogo com os que poderiam se candidatar a assassinos, denota algo que está além da ética e da política.

Que se tome muito cuidado aqui. A morte de Bilawal não traria o mesmo tipo de comoção que a morte de um cantor de Rock, bonito ou não, pode provocar. Lennon não era bonito. Quando morreu, foi uma comoção geral. Os Mamonas Assassinas não eram bonitos, e guardada as proporções, a comoção foi geral. A morte de Butho-filho poderia mobilizar as mesmas pessoas, em histeria geral, mas não seria o mesmo tipo de comoção.

A morte de Lennon é o tipo de morte em que o símbolo de uma época morre porque a época já morreu. Lennon parecia indicar que gente como ele não tinha mais razão para continuar viva, pois de fato as coisas estavam mostrando uma vitória da “geração yuppie” sobre a “geração hippie”. Caso ficasse vivo, poderíamos ter o desprazer de vê-lo, um dia, em um show popular ao lado de Iglesias ou algo parecido. A morte de Lennon, portanto, é a morte significativa. É morte histórica.

A morte dos Mamonas é outra coisa. As frases sobre a juventude, sobre a vida que poderia ter sido e não foi etc. povoam as mentes. Não morrem depois, como Lennon, morrem antes. Todavia, na medida em que não deixam sucessores e o campo no qual militavam na música não encontra substituto, mostram o aborto de um movimento. Nesse sentido, também aí temos a morte significativa. Neste caso, também temos morte histórica.

O que estou querendo dizer é que uma fã de Lennon ou dos Mamonas, que poderia escrever uma frase bobinha como essa que foi pronunciada sobre Bhutto, não estaria dizendo a mesma coisa ao chorar a morte de seu ídolo, caso o jovem paquistanês tivesse sido assassinado agora, após tomar posse na liderança do partido em que sua mãe era a estrela máxima. No caso de Bhutto, valeria única e exclusivamente o que eu já disse da imagem de Che Guevara: há uma conotação puramente estética que capta muitas pessoas de modo independente de conceitos de qualquer espécie e de juízos morais. Bhuto-filho morto, traria comoção geral, mas seria uma morte sem significado. Todo o significado já teria sido abocanhado pela morte da mãe. Então, a comoção se daria de maneira forte, fora do Paquistão, por meio do eco amargo da frase do Facebook: “não vamos assassinar Bilawal Butto, pois ele é muito gato, ok?”

Que os leitores ruins não digam que o que estou contando é que, como sua mãe, Butto terá adeptos por causa de sua “presença”. Não – não façam essa leitura tola do meu texto, pois ele é um texto inteligente. Achar que o que estou dizendo é sobre a “presença” de Bhuto seria não entender nada. Isso seria ver no Bhuto-filho o velho “carisma”. Sua mãe era bela e carismática. Butho-filho nem falou nada ainda. Do mesmo modo que a imagem de Chê nunca falou nada para aqueles que a admiram (aliás, nem o próprio Che disse algo para a maioria daqueles que admiram a imagem da camiseta). O que ocorre é que essas imagens são imagens. Elas têm força como imagens. Elas dão para muitas pessoas o que é a “experiência estética”. E em um mundo cada vez mais visual, como o nosso, as imagens são astros de primeira grandeza.

Não se trata de apontarmos para uma experiência estética carregada de política. O que se tem é uma experiência política que não faz política, faz do mundo uma passarela. O mundo é para ser visto. É espetáculo das mídias. E, portanto, nesse mundo, que todos sejam não mais cidadãos por conta de causas políticas, e sim cidadãos (políticos) por causas estéticas. Isso não é pouco. Não é pouco para ninguém, não é pouco para Bhuto. E o fato dele ser um democrata (espero que seja), é uma sorte a mais. Essa sua beleza conta agora, e vai contar no futuro, talvez.

Há muitas pessoas que, hoje, estão dispostas a dar um espaço social e político para o corpo. Pessoas que acreditam verdadeiramente que o que é belo, por ser belo, merece viver. Essas pessoas estão longe da política. Uma boa parte delas é jovem, mas não só. Alguns já estão no âmbito da apreciação estética do corpo como elemento marcante de sua vidas há mais tempo. A “estetização da vida”, que é um fenômeno que já foi aclamado como uma das características centrais da pós-modernidade, está durante todo esse tempo se ampliando. E é tal fenômeno que se abriga na base do êxito que a frase da fã de Bhutto-filho fez na mídia no dia 3 de janeiro de 2008.

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Paulo Ghiraldelli Jr “O filósofo da cidade de São Paulo”


sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Namoro, vivendo juntos o amor recíproco


Namoro, vivendo juntos o amor recíprocoCom a afetividade desordenada o namoro não poderá ser feliz

A juventude é uma bela época da vida. É nesta fase em que tomamos as decisões mais importantes: que profissão escolher, com quem se casar, como viver a vida religiosa, etc. É o momento em que o jovem desperta para a busca de sua complementação com uma pessoa do outro sexo, ou então decide abrir mão da vida conjugal para ser inteiramente de Deus.

Qualquer que seja o caminho escolhido, serão sempre muito fortes para o jovem a sua afetividade e a sua sexualidade, duas forças enormes que Deus colocou em nós e que não deu aos animais. Bem orientadas e usadas, essas duas belas energias nos fazem felizes, mas, desequilibradas, podem gerar muitas dores e lágrimas.

A vida do homem e da mulher, vivendo juntos no amor recíproco que os faz crescer e multiplicar (cf. Gn 1,28), é um belo desígnio de Deus, que quis fazer do casal humano a “fonte da vida”. Sem respeitar esse projeto de Deus, jamais o homem, a mulher e a humanidade serão felizes. Somente quem criou o homem pode dizer como ele deve viver; ninguém mais.

Mas para que tudo isso aconteça bem, para que cada homem e cada mulher vivam esta realidade, é preciso que sejam saudáveis em sua afetividade e em sua sexualidade, pois por meio dessas faculdades passará a estrada do amor e da vida. Portanto, cada um precisa cuidar de si mesmo para poder fazer o outro feliz.

Se a afetividade e a sexualidade forem desordenadas no jovem, o seu namoro não poderá ser feliz, pois haverá muitos problemas. Corre-se o risco de se fazer dele [namoro] não um tempo bonito de “conhecer o outro” e de crescer juntos, mas uma aventura dominada e perdida no turbilhão das paixões, com muitos riscos e destruições.

Quando o jovem encontra o equilíbrio na sua afetividade e sexualidade, logo entende o enorme valor da castidade até o casamento, que será para ele como uma escola de amadurecimento pessoal em preparação para o matrimônio.

(Artigo extraído do livro “A cura da nossa sexualidade e afetividade”)

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